Linux e Software Livre

quinta-feira, outubro 26, 2006

GPLv3: o LinuxJournal perguntou direto à fonte: Richard Stallman, Linus Torvalds, Alan Cox, Greg Kroah-Hartman, Andrew Morton e Dave Miller

Alguns dos principais envolvidos no debate não rejeitaram o convite do Linux Journal para expor claramente sua opinião.

“Com toda a intensidade do debate internacional sobre os méritos e perigos ocultos da futura nova licença da licença GPL, o Linux Journal resolveu ir direto à fonte, contatando o líder máximo da FSF e autor da GPLv2, Richard Stallman, e um conjunto dos principais desenvolvedores do kernel Linux, incluindo seu autor original Linus Torvalds, seu fiel escudeiro Andrew Morton, e mais alguns que freqüentemente têm sido vistos expondo opiniões dissonantes - incluindo o defensor ferrenho da proibição dos drivers de código fechado, Greg Kroah-Hartman, e o ponto de vista europeu de Alan "Linus é um péssimo engenheiro" Cox.

As respostas são longas (no artigo original, ao final de cada uma tem o link para a respectiva continuação), e a leitura vale a pena para quem quer entender melhor os pontos de vista envolvidos. Recomendo que você leia a íntegra, mas vou sintetizar abaixo o que mais me chamou a atenção em cada uma das respostas, me restringindo aos trechos que saíram na edição impressa. Não é uma tradução literal, portanto acompanhe pelo texto original.

Richard Stallman: o propósito da GNU GPL é defender para todos os usuários as liberdades que defendem o software livre, e é o resultado da implementação do software livre da maneira mais forte que pudermos. Assim, ela impede qualquer intermediário de acrescentar restrições adicionais. Mas a versão da GPL de 15 anos atrás não lidava com a ameaça de o programa ser tornado menos livre por restrições técnicas ao seu redor, como ocorre no caso da tivoização, em que o código-fonte recompilado não pode ser executado no equipamento original. Assim, decidimos fazer o que for necessário para evitar a tivoização de nosso software.

N do Blgr: Tivoização vem da polemica gerada pela tecnologia TiVo, e no contexto refere-se ao que as empressas envolvidas com o TiVO fizeram ao usar software livre nos seus aparelhos. Wikipedia e Google: Tivo.

Linus Torvalds: Não acho que vá haver muitos efeitos práticos, então provavelmente isto nem importa tanto assim. Não é como se não tivéssemos tido discussões de licenças antes, ou como se a divisão entre as mentalidades de software livre e as de código aberto sejam uma novidade introduzida pela GPLv3. Assim, embora ainda haja possibilidade de acordo, não acho que será um desastre se terminarmos tendo uma nova GPLv3 incompatível com a GPLv2 - já convivemos com licenças livres incompatíveis hoje, e os aplicativos das licenças mais diversas rodam tranquilamente no kernel GPLv2. O pior de tudo vai ser a confusão entre duas licenças possivelmente populares e incompatíveis entre si, compartilhando a mesma sigla. De certo modo, espero que a admissão de que pode haver diferenças de opinião acabe com tensões estúpidas, e que a FSF possa até parar de usar o nome GNU/Linux.

Alan Cox: Não existe GNU/Linux. Isto é algo importante de se compreender e esclarecer. Quero dizer que não existe nem mesmo uma entidade abstrata que possa ser propriamente chamada de "GNU/Linux". É uma campanha da FSF para tentar se associar ao Linux. Normalmente esta é uma das coisas que a FSF faz e as pessoas apenas suspiram, mas quando se olha para o debate sobre licenciamento, esta distinção é vital. O Linux não é um projeto da FSF, a maioria de seus desenvolvedores não crê na orientação política da FSF, e o Linus escolheu originalmente esta licença por acreditar que ela era adequada ao projeto, e não por ser um fã do Manifesto GNU. Assim, a questão não é sobre o pessoal do Linux se separando da FSF - é sobre um projeto separado sendo consultado para saber sua opinião sobre uma nova versão de sua licença, e deixando-a clara. O projeto Linux de fato faz uso das ferramentas GNU, mas isto não o torna um projeto GNU, ou gera a necessidade de prefixar seu nome, mais do que esta minha mensagem não é propriedade da IBM por ter sido escrita em um PC, ou precisa ser prefixada com a sigla BT porque a minha ADSL é da British Telecom.

Greg Kroah-Hartman: A questão que a FSF chama de Tivoização basicamente afeta hoje essencialmente apenas o kernel Linux, pois não há outros kernels populares sob a licença GPL - e a restrição de execução no Tivo e outras similares ocorrem justamente sobre o kernel. Nós desenvolvedores do Linux já temos a nossa própria política com relação à possibilidade de uma BIOS ou firmware determinarem se um determinado kernel pode ou não dar boot. A FSF está incluindo detalhes na GPLv3 que basicamente se aplicam apenas a nós. Como a FSF não contribui com o desenvolvimento do Linux e não tem nada a ver com ele em geral, nós desenvolvedores do kernel não estamos apreciando a forma como ela está lidando com uma questão tão específica e sobre a qual já nos posicionamos.

Andrew Morton: Somos programadores e passamos nosso tempo programando, e não pavoneando em reuniões sobre questões legais e jogos políticos. Assim muitos de nós simplesmente ignoraram a questão, até que percebemos aonde estavam querendo chegar, e soubemos das preocupações que surgiam. De fato isso aponta para outro problema: a maioria das pessoas que escreve código não se manifestou, e mesmo assim a FSF presume que fala em nome deles, e usa seu trabalho como munição nas campanhas dela. E por que esses programadores não falam? Alguns estão ocupados. Outros trabalham para empresas com excesso de advogados que têm medo de que as opiniões deles possam ser vistas como sendo da empresa. Alguns não falam inglês muito bem. E todos acham o tema tedioso e uma distração.

Dave Miller: Para o kernel, acredito que as coisas continuarão indo como sempre foram. Os problemas estão basicamente nos projetos sob o guarda-chuva do projeto GNU, como o gcc e binutils. O copyright deles pertence à FSF, que quase certamente irá relicenciá-los sob a GPLv3. No momento em que a FSF relicenciá-los, ficaremos sabendo o que seus desenvolvedores acham do assunto - eles continuarão desenvolvendo como se nada tivesse acontecido (mas agora sob a GPLv3), ou simplesmente criarão forks GPLv2 (este ou não é exclusivo). A FSF pode definir o licenciamento dos projetos cujo copyright pertence a ela quanto ela quiser, mas são os desenvolvedores que decidem o que acontecerá, em última análise: quando o pessoal político faz alguma bobagem, os desenvolvedores livres sempre podem levar seu conhecimento (e o código completo) para outro lugar. Eu sei disso na prática, pois fiz parte do grupo que criou o fork do GCC e retirou-o do domínio do projeto GNU no passado, por discordar da orientação que estava sendo dada. Richard Stallman não gostou nem um pouco, mas não podia fazer nada para impedir. E mais tarde, foi o nosso fork que foi adotado como o "GCC oficial" pela própria FSF. Mas a questão ainda está fechada, então a FSF ainda tem tempo de consertar as pontas soltas.

PS: Por favor, não fiquem apenas nessa tradução... Leiam o artigo original em:
www.linuxjournal.com

Governo Federal faz parceria com o Paraná para aprimorar sistema de compras em software livre

A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento assinou nesta quarta-feira, dia 23 de outubro, um convênio de cooperação técnica com a Companhia de Informática do Paraná (Celepar) e com o Estado do Paraná para o aprimoramento do sistema de compras públicas de ambos os governos.

O convênio foi assinado pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Rogério Santanna, pelo diretor-presidente da Celepar, Marcus Vinícius Mazoni, e pela secretária da Administração Previdenciária do Paraná, Maria Marta Lunardon. A validade do convênio será de 36 meses.

O objetivo é automatizar o processo que antecede a fase externa de uma licitação e que são anteriores à publicação do edital. Serão informatizados os procedimentos internos de todas as modalidades licitatórias do Governo Federal, que hoje são realizados de forma manual.

A solução, que consiste na criação de um novo módulo no sistema de aquisições federal, permitirá realizar eletronicamente desde a identificação da necessidade de aquisição dos materiais ou serviços, o encaminhamento do pedido de reserva de dotação ao setor financeiro, o acompanhamento do trâmite interno de aprovação, até a formalização com a geração final do edital e do projeto básico de licitação, de forma padronizada. Também vai permitir a integração entre os sistemas de estoque, patrimônio e contrato.

A solução será desenvolvida em software livre pela Celepar e integrará o Sistema de Administração de Serviços Gerais (Siasg). O Governo Federal, por sua vez, cederá ao estado do Paraná os seus sistemas de cadastro de fornecedores e o catálogo de materiais que serão utilizados pelo estado de acordo com as suas necessidades.

Segundo o secretário Rogério Santanna, com essa parceria junto à Celepar e ao Estado do Paraná, o Governo Federal busca desenvolver módulos novos no sistema de contratação federal que incorporem avanços tecnológicos, reduzindo custos de operação e tornando-o mais confiável, simples e ágil.

"Esse novo sistema vai construir uma base de informações para agilizar o processo de compras, permitindo uma gestão mais qualificada das informações sobre aquisições públicas", destacou Mazoni.

"O convênio é muito importante para o Paraná porque no nosso estado, assim como no governo federal, estamos investindo pesadamente na qualidade do gasto público", afirmou a secretária da Administração Previdenciária do Paraná, Maria Marta Lunardon.

Padrões

O sistema será desenvolvido em consonância com as políticas e especificações técnicas dos Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico (e-PING), com o uso de webservices e intercâmbio de dados via XML, e com os Padrões de Acessibilidade e Usabilidade do Governo Eletrônico (e-MAG).

O e-PING define um padrão digital que possibilita a troca de informações entre os sistemas do governo mesmo que esses tenham sido desenvolvidos em épocas distintas e utilizem plataformas diferentes. Já o e-MAG traz orientações de acessibilidade para a construção e adaptação de conteúdos do Governo Brasileiro na Internet.

A acessibilidade na internet trata do oferecimento de conteúdos gráficos e sonoros alternativos, claros, compreensíveis e capazes de garantir o controle da navegação pelos usuários, independente das suas capacidades físico-motoras e perceptivas, culturais e sociais.

segunda-feira, outubro 23, 2006

O Software Livre e a luta pelo compartilhamento do conhecimento humano
entrevista com Sergio Amadeu.

Sérgio Amadeu da Silveira atualmente coordena a ONG Rede Livre de Compartilhamento da Cultura Digital, que forma e capacita jovens para darem suporte aos cidadãos que queiram usar software livre ou de código aberto. Nesta entrevista ele explica que o usuário residencial não costuma usar software livre, nem pagar pela licença do software proprietário. O usuário residencial costuma, isso sim, usar uma cópia pirata do software proprietário – mas mesmo assim fica tecnicamente dependente da multinacional proprietária. Também nega Sérgio Amadeu que o domínio do software livre capacite menos para empregos do que o do software proprietário. Doutor em ciência política pela Universidade de São Paulo, Amadeu implantou e coordenou o Governo Eletrônico da Prefeitura Municipal de São Paulo, de 2001 até janeiro de 2003, período em que formulou e executou o plano de inclusão digital por meio de telecentros nas áreas mais carentes do município. Durante o governo Lula, foi diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) do início de 2003 até agosto de 2005, além de coordenador do Comitê Técnico de Implementação de Software Livre no governo federal. É professor do curso de pós-graduação na Faculdade Cásper Líbero.

Qual tem sido seu principal projeto atualmente?

O projeto em que nós, da Rede Livre, estamos mais empenhados agora é formar um conjunto de jovens para dar suporte em software livre para cidadãos, usuários que a gente chama de residenciais, com objetivo de disseminar o uso de softwares livres pelas pessoas no seu dia-a-dia, porque a maior parte dos usuários residenciais é atendida pela chamada rede “ pirata ”. Quando surge algum problema no computador, eles chamam um técnico para consertar a máquina, configurar o computador e, ao mesmo tempo, instalar um conjunto de softwares “ piratas ” – não autorizados –, e essa pirataria, por incrível que pareça, é extremamente funcional para a manutenção do software proprietário. Ao usar um software não autorizado, de que você não tem licença para utilizar, está na verdade continuando a usar um software do monopólio de sistemas operacionais. Você continua a ser uma pessoa que usa aqueles formatos proprietários de arquivo, dentro do chamado ecossistema do software proprietário. A pirataria é extremamente funcional em manter uma base de usuários.

As empresas vêm exigindo cada vez mais conhecimentos de softwares específicos, na maioria das vezes proprietários.

Em geral, o próprio cara que está fazendo a entrevista com o candidato ao emprego não sabe exatamente que existem alternativas. Em vez de falar editor de texto, ele fala o nome do produto da Microsoft. Se você aprendeu a usar o Open Office – o conjunto de softwares livres que a gente tem para editor de texto, planilha de cálculo e fazer apresentações –, tem muito mais facilidade de usar não só aquele software, mas também os softwares proprietários. Porque em geral as pessoas que aprendem informática a partir de soluções livres costumam aprender dentro de uma diversidade de opções ; enquanto as que lidam com as soluções proprietárias aprendem as funcionalidades de um determinado software e não são adestradas para manejar outros softwares.

Como isso se dá na prática?

Quando eu estava em São Paulo, na gestão da Marta Suplicy, havia uma idéia segundo a qual os chamados governos eletrônicos, os que colocam serviços, informações na Internet – on-line – para que possam ser na verdade úteis para o conjunto da sociedade, têm que chegar aos estratos mais pobres, porque senão quem é da elite e tem computador em casa é melhor atendido do que quem mais precisa e está na periferia. Só que na periferia não tinha computadores, as pessoas não têm renda para manter uma conexão. Nós montamos uma rede de telecentros na periferia, onde as pessoas tinham acesso gratuito à Internet. Elas aprendiam em cima de soluções livres GNU /Linux, aprendiam Open Office, navegador Mozilla, e tivemos um sucesso tremendo. Muitos jovens aprenderam a usar esses softwares livres nos telecentros – exatamente por esse software ser livre e vir com o código-fonte – e alguns deles, que tinham talento, passaram a colaborar com o desenvolvimento desses softwares e deixaram a condição de usuários para entrar na de programador.

O software livre seria então uma questão filosófica e até libertária?

Sem dúvida. O bloqueio do conhecimento interessa a poucos, que querem manter os fluxos de riqueza. A idéia de que o conhecimento é livre é a base do software livre. O modelo usado para fazer o software livre passou a ser usado para fazer uma enciclopédia, a Wikipedia, que é hoje certamente a maior do mundo e se inspirou na idéia de compartilhamento de códigos do software livre. E não é um movimento só técnico. É social, cultural, e coloca a idéia de que o conhecimento tem que ser livre. O problema é que, numa sociedade onde os bens imateriais, os bens simbólicos, as informações adquirem importância econômica gigantesca, nunca foi tão fácil compartilhar conhecimento. E nunca foi tão difícil superar as barreiras impostas pelos grupos econômicos que querem manter o mundo na divisão obtida na velha economia industrial. Pretende-se impedir que as pessoas, que os povos se desenvolvam. A humanidade estava produzindo cada vez mais obras culturais e o número de obras que entra para bens públicos estava diminuindo, porque o que está acontecendo hoje é uma pressão enorme para endurecer a legislação, para estender os prazos da lei de copyright, tentar ampliar e patentear tudo o que for possível.

Qual foi a importância de implantar o software livre na prefeitura de São Paulo?

O software livre permite conhecer o que você está usando, reduzir custo, porque não se baseia no pagamento de licenças. As vantagens são totais. Qual era nossa dificuldade? Era montar uma equipe de suporte, porque seriam vários telecentros. Montamos, com um técnico que conhecia bem software livre, Linux principalmente, e ele passou a treinar as outras pessoas e também chamamos pessoas que sabiam. O custo de suporte acabou sendo muito pequeno, era uma equipe nossa, e o que deixamos de gastar com licenças foi uma coisa enorme. E chegamos a ter 500.000 usuários. Hoje, todo esse pessoal está contratado, trabalhando para grandes empresas. Porque tem uma demanda enorme para software livre. E a possibilidade de profissionalização é muito maior no software livre do que no mundo do software proprietário.

quarta-feira, outubro 18, 2006

O radicalismo xiita é ruim para o software livre

Na última semana, todos vimos atentamente a decisão dos radicais xiitas marxistas stalinistas do projeto Debian, uma das mais conhecidas distribuições linux comunitárias, de criar um fork do Firefox no Debian, trocando seu logotipo e chamando-o de IceWeasel. A comunidade se dividiu. Enquanto os mais puristas (ou xiitas, como costumo dizer), aplaudiram o anúncio, em “nome da liberdade”. Outra parte da comunidade, viu com ceticismo e críticas a atitude dos desenvolvedores do Debian.

Embora o grande apelo do software livre seja realmente a liberdade, essa visão de liberdade por parte de alguns acaba sendo seu calcanhar de aquiles. Em um momento em que o Firefox, um software 100% livre, tornou-se popular, e uma real ameaça ao monopólio da Microsoft no campo dos browsers com quase 20% de participação no mercado, o projeto Debian decide trocar todas as referências ao Firefox e a sua identidade visual, em detrimento a um nome obscuro e não conhecido, só por causa de sua interpretação radical demais da licença de uso do Firefox. Segundo esta licença, o nome Firefox não pode aparecer sem seu logotipo original. O Debian não quer usar o logotipo do Firefox, pois este é registrado. Parece absurdo, e é. Até onde o radicalismo pode nos prejudicar? O software livre, tendo o Linux como seu carro chefe, tem sido adotado em grandes corporações e governos, que estão atrás da estabilidade e robustês dos sistemas abertos, e não estão nem um pouco preocupadas se o logotipo de um é registrado, ou se o projeto está ferindo as cinco liberdades do papa dos radicais xiitas, Richard Stallman.
Acredito sinceramente que esta decisão do Debian seja um tiro no próprio pé, e torço para que isso não acabe sendo copiado por outros projetos, e pulverize o Firefox em vários sub-projetos obscuros.

Elrições: Propostas dos candidatos Lula e Geraldo em relação ao setor tecnológico

Lula: Após críticas, programa de governo do candidato é ampliado. Computador para Todos, certificação digital e e-Ping são projetos que o governo planeja estender.

Geraldo: Enfâse em anti-pirataria, TV Digital, política para semicondutores, inclusão digital e gestão para indústria de software.

Propostas de Luiz Inácio Lula da Silva:

Indústria e política para semicondutores – Na avaliação do partido, a TV digital já abre portas para políticas capazes de fomentar a produção de semicondutores no Brasil.

• Estratégias que buscam estimular a redução do preço de bens de informática fomentando a inovação tecnológica e novas modalidades de financiamento.

• Aumentar a produtividade, qualidade e velocidade de produção de bens e serviços também estão na pauta, além de valorizar o papel das micro, pequenas e médias empresas de TI.

TV digital – Tratar as oportunidades para o Brasil trazidas com transição para a TV digital. Estudar a viabilidade de parcerias que possam trazer benefícios à radiodifusão e à convergência.

Inclusão digital – Ampliar o acesso à aquisição de equipamentos pelo programa Computador para Todos. Fomentar a criação de espaços coletivos de inclusão digital por todo o território nacional, como bibliotecas, telecentros e pelos programas Casa Brasil, Gesac e Pontos de Cultura. Criar uma agenda digital para a próxima década, com a participação de governo, sociedade civil e iniciativa privada, além de elaborar um plano nacional de conectividade em banda larga. Ampliar o aproveitamento de espaços governamentais de atendimento ao público para a inclusão digital. Optar pelo software livre como estratégia de autonomia e desenvolvimento tecnológico e garantir o acesso aos portadores de deficiência aos ambientes de inclusão digital.

Gestão governamental e indústria de software – Utilizar o governo eletrônico como forma de transparência e controle por parte da sociedade frente ao governo. Adotar a arquitetura e os padrões de interoperabilidade do governo eletrônico (e-Ping) e popularizar o uso da certificação digital. Fortalecer parcerias com pequenas prefeituras com o objetivo de viabilizar sua informatização. Dentro do governo, priorizar a adoção de software livre nos grandes sistemas estruturadores e disseminar a produção colaborativa de conhecimento.

Pirataria – Estudar medidas para combater a pirataria sem fechar portas para o avanço tecnológico. Recorrer a medidas criativas como a do Computador para Todos para reduzir a pirataria.

Propostas de Geraldo Alckmin:

Indústria e política para semicondutores – Aprovar o projeto de lei que assegura a propriedade intelectual às iniciativas de circuitos integrados, em tramitação atualmente no Congresso. Tornar o Brasil atrativo para investimentos externos em projetos e na fabricação de chips em alta escala. Manter fundos setoriais, como os de Telecomunicações, Informática e Integração Universidade/Empresa, para garantir o aporte de recursos ao setor de Ciência e Tecnologia.

• Fortalecer e criar novos institutos de pesquisa e desenvolvimento Inserir o Brasil no cenário mundial de microeletrônica por meio do Programa Nacional de Microeletrônica (PNM).

TV digital – Assegurar, na definição do Sistema Brasileiro de TV digital, a utilização de tecnologias desenvolvidas no Brasil por meio de centros nacionais de excelência. Garantir, na implantação, a interatividade e a prestação de serviços. Fortalecer a produção de conteúdos contemplando a integração de novas tecnologias.

Inclusão digital – Apoiar as iniciativas e os programas entre os órgãos de governo e iniciativa privada, criando incentivos fiscais para doações. Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e demais órgãos federais destinarão espaços, pontos de acesso e equipamentos para uso da comunidade. Garantir a disponibilidade de banda larga a todos os municípios brasileiros, inclusive com uso dos recursos previstos no Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

Gestão governamental e indústria de software – Incentivar a integração de sistemas entre as diversas esferas e setores de governo. Restabelecer e garantir a independência financeira, técnica e administrativa das agências reguladoras, além de estimular o uso de certificação digital e a aceitação de documentos eletrônicos.

Em relação à indústria de software, o objetivo é aprimorar políticas de incentivos para a exportação e promover ações de marketing, desenvolvendo e divulgando a competência do setor junto aos potenciais mercados compradores. Desenvolver ações para disponibilizar capital de risco e infra-estrutura para incubadoras e estimular a criação de centros de desenvolvimento e suporte para exportação de produtos e serviços de TIC. Reduzir os impostos de telecomunicações e estimular parceria na formação de jovens em línguas, para que o setor de call center possa ter competitividade internacional.

Pirataria – Aperfeiçoar a legislação que combate e pune a pirataria de software, valorizando a propriedade intelectual, além de propor o fim da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) na remessa de royalties.

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Ei povo... Agora fica a cargo de nós decidir-mos quem deve estar no poder... apesar de não só o setor tecnologico que interessa...

falouz

terça-feira, outubro 17, 2006

Campanha da FSFLA contra "Softwares Impostos" no Brasil
By lxoliva

O Brasil exige que alguns contribuintes utilizem software não livre para preparar suas declarações de imposto de renda. Para lutar pelo direito de cidadãos e contribuintes à liberdade, a FSFLA lança a campanha contra "Softwares Impostos" no Brasil.

Cidadãos e contribuintes do Brasil, escrevam para o presidente dizendo que querem poder escolher a liberdade! Peçam ao Estado para tornar os Softwares de impostos Livres! Digam que querem que a administração pública tenha comprometimento com o Software Livre, tanto internamente quanto nas interações com todos nós!

Recomendamos que você escreva sua própria carta para o presidente. Você pode mencionar outras situações em que a administração pública torna difícil evitar o software proprietário. Como sugestão, oferecemos um exemplo de carta abaixo, enviada por um dos conselheiros
brasileiros da FSFLA.

Sugerimos que as cartas sejam curtas (25-30 linhas de conteúdo) e respeitosas, endereçadas ao presidente atual. Utilize o formulário em http://www.presidencia.gov.br/presidente/falecom/ ou, se preferir, envie carta pelo correio comum para o endereço na carta exemplo. Se quiser, mande uma cópia também para softwares-impostos@fsfla.org, de modo que possamos providenciar para que essas cartas sejam publicadas na Internet.

Liberdade não é algo que se recebe, é algo que se conquista.

Faça sua parte por um Brasil mais Livre!
www.fsfla.org

Modelo da carta:

Exmo Sr Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República Federativa do Brasil
Palácio do Planalto
70150-900 Brasília, DF
Brasil

Venho por meio desta solicitar que o excelentíssimo presidente continue promovendo e acelerando a opção pelo Software Livre, que respeita as liberdades de executar, estudar, modificar e distribuir, tanto dentro da esfera da administração pública quanto em programas de
inclusão digital.

Solicito priorização do esforço de garantir que todo software oferecido a cidadãos e contribuintes seja livre e funcional em plataformas livres. Exemplos concretos de iniciativas nesse sentido
que ainda exigem atenção são:

a) os programas proprietários distribuídos pela Receita Federal: mesmo as versões multi-plataforma não funcionam em implementações livres de Java, por utilizarem funcionalidade não documentada disponível apenas em implementações proprietárias.

b) o sistema de netbanking do Banco do Brasil, que, além de ser proprietário, não aceita a senha quando executado em plataforma inteiramente livre.

De forma mais geral, solicito que toda interação eletrônica entre poder público e cidadãos ou contribuintes seja feita através de formatos, padrões e protocolos abertos, públicos e de uso irrestrito, com implementações livres disponíveis para plataformas livres.

Essas medidas são necessárias ao cumprimento de diversos princípios constituicionais, tais como a publicidade (transparência), a impessoalidade, a legalidade, a eficiência, a economicidade, a soberania, a livre concorrência, a redução das desigualdades regionais e sociais.

Sem mais, subscrevo-me,

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Ei galera... vamos enviar e-mails, sinais de fumaça, qualquer coisa!
Vamos fazer nossa parte!!!

falouz...

As primeiras provas LPI nivél 3 acontecerão no Brasil!

“O Linux Professional Institute - órgão responsável pela certificação em Linux que mais cresce no mundo – realizará no Brasil a primeira aplicação das provas 301 e 302. Elas correspondem ao nível 3 da certificação e qualificam o profissional aprovado como “Administrador Linux Avançado”. As provas ocorrerão na cidade de São Paulo no dia 2 de dezembro, às 10h00, e o número de inscrições será limitado e seletivo. As provas serão gratuitas.

As provas do nível 3 serão realizadas como 'piloto' e só poderão fazê-las os candidatos que preencherem os pré-requisitos necessários. Os conhecimentos exigidos para a prova 301 são Samba, NFS e serviços de impressão. Para a 302, o candidato precisa dominar LDAP e autenticação em rede.

“Incluir o Brasil dentre os países que irão fazer a prova piloto do nível 3 e ainda com a presença de Jon 'maddog' Hall vem premiar o bom trabalho que o LPI Brasil fez nos últimos anos e serve também para mostrar a todo o mundo como o Linux é forte aqui no Brasil”, explica José Carlos Gouveia, Gerente para América Latina do LPI.

A 4Linux será responsável pela escolha dos candidatos à fazer os exames e por orientação do LPI Inc, serão escolhidos, preferencialmente, os profissionais já certificados LPI nível II que estejam trabalhando com Linux. Os escolhidos que ainda não possuirem a certificação LPI, somente receberão a certificação nível 3 após obterem a de nível 2.

Os aprovados na prova piloto serão os primeiros profissionais em todo o mundo a receberem o certificado nível III.

Por ser uma prova piloto, o tempo de cada prova terá duração maior do que o normalmente utilizado, e será de aproximadamente 3 horas, diferentemente das 1h30min das provas regulares. O resultado sairá em fevereiro de 2007. “As provas piloto são sempre utilizadas quando uma nova prova ou versão é lançada e serve para ajustar o tempo da prova, avaliar a clareza do enunciado e o grau de dificuldade, entre outras coisas”, explica Gobbi.

Para participar, o interessado deve enviar um curriculum para lpi@4linux.com.br comprovando suas atividades exercidas em Linux. A prova é gratuita e será na cidade de São Paulo em local ainda a ser definido. A lista dos escolhidos para fazer as provas será publicada no site www.lpibrasil.com.br até o dia 20 de novembro.”

“O Linux Professional Institute - órgão responsável pela certificação em Linux que mais cresce no mundo – realizará no Brasil a primeira aplicação das provas 301 e 302. Elas correspondem ao nível 3 da certificação e qualificam o profissional aprovado como “Administrador Linux Avançado”. As provas ocorrerão na cidade de São Paulo no dia 2 de dezembro, às 10h00, e o número de inscrições será limitado e seletivo. As provas serão gratuitas.

As provas do nível 3 serão realizadas como 'piloto' e só poderão fazê-las os candidatos que preencherem os pré-requisitos necessários. Os conhecimentos exigidos para a prova 301 são Samba, NFS e serviços de impressão. Para a 302, o candidato precisa dominar LDAP e autenticação em rede.

“Incluir o Brasil dentre os países que irão fazer a prova piloto do nível 3 e ainda com a presença de Jon 'maddog' Hall vem premiar o bom trabalho que o LPI Brasil fez nos últimos anos e serve também para mostrar a todo o mundo como o Linux é forte aqui no Brasil”, explica José Carlos Gouveia, Gerente para América Latina do LPI.

A 4Linux será responsável pela escolha dos candidatos à fazer os exames e por orientação do LPI Inc, serão escolhidos, preferencialmente, os profissionais já certificados LPI nível II que estejam trabalhando com Linux. Os escolhidos que ainda não possuirem a certificação LPI, somente receberão a certificação nível 3 após obterem a de nível 2.

Os aprovados na prova piloto serão os primeiros profissionais em todo o mundo a receberem o certificado nível III.

Por ser uma prova piloto, o tempo de cada prova terá duração maior do que o normalmente utilizado, e será de aproximadamente 3 horas, diferentemente das 1h30min das provas regulares. O resultado sairá em fevereiro de 2007. “As provas piloto são sempre utilizadas quando uma nova prova ou versão é lançada e serve para ajustar o tempo da prova, avaliar a clareza do enunciado e o grau de dificuldade, entre outras coisas”, explica Gobbi.

Para participar, o interessado deve enviar um curriculum para lpi@4linux.com.br comprovando suas atividades exercidas em Linux. A prova é gratuita e será na cidade de São Paulo em local ainda a ser definido. A lista dos escolhidos para fazer as provas será publicada no site www.lpibrasil.com.br até o dia 20 de novembro.”

Brasil precisa de dez vezes mais trabalhadores de ciência e TI, diz ministro

Rio de Janeiro - Sergio Rezende diz que o Brasil deveria contar com 600 mil trabalhadores nesse setor, mas dispõe somente de 60 mil.

Contribuir para o crescimento do mercado de trabalho em ciência e tecnologia é a razão maior da realização da Semana Nacional de C&T, que começou nesta segunda-feira (16/10). Durante a abertura do evento, no Rio de Janeiro, o ministro da Ciência e Tecnologia Sergio Rezende ressaltou a necessidade que o País tem de aumentar o número de profissionais envolvidos nesta área.

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, atualmente o Brasil deveria contar com 600 mil trabalhadores nesse setor, mas dispõe somente de 60 mil: "A atividade é recente, teve início nos anos 1940, mas hoje já se configura num mercado em expansão; as empresas estão investindo mais em pesquisas e, com o crescimento do País, a necessidade de pessoal para o setor será cada vez maior", afirmou.

Rezende visitou a tenda da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia armada no Largo da Carioca, onde diversas instituições e empresas promovem atividades as mais diversas para atrair o público que circula pelo local.

Participantes do evento, o Instituto Brasileiro de Inventores apresenta uma peneira elétrica para construção civil, o Instituto Vital Brasil realiza uma exposição sobre animais venenosos, o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem/MCT) faz demonstrações de um motor a hidrogênio e a Ciência Viva de Portugal mostra a exposição "A casa é um laboratório".

Também estão presentes no evento a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP/MCT), o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro/MDIC), a Liga Urbana de Basquete, e instituições ligadas à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ao governo estadual.

Do Rio de Janeiro, o ministro seguiu para São José dos Campos (SP), onde participa da programação da "Cidade que voa", nome dado à série de eventos que acontecem naquele município durante esta semana.

*Com informações da Agência C&T.

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#!/bin/bash
# cmt.spl
# Comentário simples... SE você não for root!

if [ $USER != root ]
then
exit
else
echo Olha galera... Não podemos perder a oportunidade...
fi
exit 0

pa@jeditemple:~ $ chmod +x cmt.spl
pa@jeditemple:~ $ ./cmt.spl

Guru do Open Source advoga por uma mudança ideológica

Começarei logo por um tema polêmico. Segue minha tradução para um artigo publicado no The Register[1] cobrindo um painel ocorrido na recente Linux World Expo[2] em São Franciso, California.

Eric Raymond[3], um dos sacerdotes do open source, disse a comunidade que um difícil compromisso é importante e necessário para a forma como ela lida com plataformas e formatos fechados, sob pena da perda de terreno na área de desktop e de novos dispositivos de mídia.

Raymond disse que a comunidade não está se movimentando rápido o bastante para engajar usuários não técnicos cuja primeira opção de plataforma é por iPods, MP3 players ou desktop Microsoft executando Windows Media Player.

Com o iPod detendo um enorme mercado e o Windows Vista em vias de lançamento, Raymond alertou para o risco do Linux ficar de fora das novas plataformas de hardware pelos próximos 30 anos a menos que prove que pode trabalhar com iPods, MP3 e WMP.

Essa foi uma análise da realidade inesperada do não-ortodoxo Raymond, autor do famoso “A Catedral e o Bazar”, participando de um inspirado painel na LinuxWorld de São Francisco, California.

Junto com Raymond estavam o diretor executivo internacional John “maddog” Hall[4], o gerente do programa open source do Google Chris DiBona[5], o diretor de Linux e open source da Intel Dirk Hohndel[6], e como moderador Larry Augustin[7].

Raymond aparentemente evitou o tema do uso de drivers binários no Linux – um item calorosamente contestado dentro do movimento open source. Drivers binários são específicos para plataformas, formatos e hardware e podem permitir que aplicações multimídia executarem sem problemas em um PC ou dispositivo.

Drivers binários são considerados nocivos para o open source por causa de sua natureza proprietária, entretanto Raymond chamou sua compatibilidade com o Linux de “um compromisso necessário”.

Raymond, alguém realmente comprometido com o open source, disse ser vital para o futuro do Linux o compromisso da comunidade de arrebanhar uma nova geração de usuários não técnicos abaixo dos 30 anos de idade. Esse grupo está mais interessado em ter o Linux “pronto” para funcionar com seu iPod ou MP3 player e “não liga para nossas noções de pureza doutrinária”.

“Nós temos um problema sério. Toda vez que tento apresentar o Linux para qualquer um abaixo dos 30, sou questionado: Ele vai funcionar com meu iPod?,” diz Raymond. “Nós ainda não estamos assumindo esse doloroso compromisso como comunidade, de buscar ampliar largamente o mercado do desktop. Até fazermos isso, não avançaremos em mais hardwares.”

Raymond está preocupado com a janela de oportunidade para o Linux que está se fechando para o desktop. Ele calcula que a transição para a computação de 64 bits deve ocorrer completamente até o final 2008. De acordo com seus estudos, a melhor oportunidade para desbancar o sistema operacional dominante (nesse caso o Windows no desktop) é em uma grande transição de arquitetura como essa.

Raymond acredita que o Linux poderá ficar de fora pelos próximos 30 anos, até uma próxima transição de plataforma, se não for feito um esforço suficiente para alcançar os usuários não técnicos.

“O final da transição para 64 bits acontece ao final de 2008. Após isso o sistema operacional ficará de fora pelos próximos 30 anos. Eu estou preocupado que nós não estejamos fazendo o bastante para sermos atrativos para usuários não técnicos. Eu estou preocupado que fiquemos de fora do desktop por um período muito longo”, disse ele.

Seu companheiro de open source Hohndel assumiu uma visão mais otimista. Ele estima que mesmo tendo o Linux um percentual de mercado de um dígito em economias da América do Norte, Europa e Asia Pacífico,Linux atingirá 20 por cento do mercado de mercados emergentes nos próximos cinco anos.

Maddog Hall, entretanto, incitou os presentes na LinuxWorld para que evangelizem pelo Linux em escolas, universidades e em suas organizações na comunitárias, e certifiquem-se de que o Linux está
sendo incluído como parte dos currículos acadêmicos.

Original em: The Register

[1] http://www.theregister.com/
[2] http://www.linuxworldexpo.com/
[3] http://en.wikipedia.org/wiki/Eric_Raymond
[4] http://en.wikipedia.org/wiki/John_maddog_Hall
[5] http://en.wikipedia.org/wiki/Chris_DiBona
[6] http://www.linuxworldexpo.com/live/12/events
[6] /12SFO06A/conference/bio//CMONYA00B57B
[7] http://en.wikipedia.org/wiki/Larry_Augustin

segunda-feira, outubro 16, 2006

Seis maneiras de contribuir para projetos em software livre sem ser programador
por Peterson Danda

Saudações!

Lí nesta terça-feira, através de um post no br-linux , um artigo retirado de um blog(em inglês) sobre como contribuir com programas desenvolvidos em software livre em ser programador ou ter algum conhecimento em programação. As vezes vejo “pessoas comuns” (diga-se usuários iniciantes) querendo contribuir com o Linux e Software Livre mas não saberem como, talvez por falta de oportunidade, tempo, ou por achar que isso é coisa de programador.

Decidi então, com a ajuda da minha namorada, traduzir este artigo que explica um pouco de como podemos colaborar com iniciativas livres sem saber um pingo de programação.

Boa leitura!

Seis maneiras de contribuir para projetos em software livre sem ser programador.

(Texto original retirado do blog nongeek perspective, traduzido por Peterson Danda )

Talvez você tenha visto muitos projetos Open Source realmente bons, mas que não duraram muito tempo. Uma das razões para que isso ocorra pode ser a falta de contribuição. Na verdade, existem muitos projetos administrados por uma única pessoa por aí . A maioria dos usuários são apenas usuários, não desenvolvedores de programas. Entretanto, estes usuários, mesmo assim, podem contribuir para que os programas Open Source tornem-se melhores.

Eu pesquisei maneiras de contribuir antes de escrever este texto e não encontrei muita coisa além de dois artigos muito bons: “como contribuir para programas software livre sem ser programador” e “como pagar por um software livre”. Estes artigos explicam como contribuir para o software livre. Para este artigo, resumi e contribuí à minha maneira e adicionei algumas informações.

1. Contribuindo com qualidade: ajudar a desenvolver melhores projetos, melhor aparência e melhorar funções;

  • Enviar relatórios de erros;
  • Sugerir novas funções e opções;
  • Sugerir maneiras de melhorar a estrutura dos programas (talvez comparando-o com Sistemas Operacionais semelhantes ou com projetos comerciais);
  • Enviar ilustrações (imagens, desenhos, logotipos, planos de fundo) para utilizar nos programas;
  • Corrigir erros ortográficos e gramaticais na documentação;
  • Ajudar a manter o web site de um projeto;

2. Contribua com documentações: alguns projetos Open Source possuem uma documentação pobre ou insuficiente.

  • Ajude a escrever boas documentações;
  • Traduza a documentação (e programas) para outras línguas;
  • Leia artigos, siga os exemplos e os corrija, se necessário;
  • Crie diagramas, capturas de tela, e gráficos para documentos;
  • Desenvolva convenções ortograficas e estilos gramáticais para documentadores;
  • Faça glossários de termos técnicos (para que todos possam entendê-los);
  • Converta documetações em modos mais utilizáveis;

3. Contribua com Suporte: todo mundo precisa de suporte pelo menos uma vez. Deixe o programador fazer seu trabalho enquanto você ajuda outras pessoas:

  • Responda dúvidas nos fóruns, listas de e-mails ou canais de IRC
  • Contribua (ou comece) um grupo de suporte online
  • Ajude outras pessoas a aprenderem como usar o programa (ou suas bibliotecas)
  • Escreva howto’s e post eles em fóruns ou em seu próprio blog
4. Contribuição financeira: muitos softwares livres tem um espaço donativo em seus sites ou lojas onde se compram produtos relacionados, mas há outras maneiras de contribuir
  • Envie dinheiro ao desenvolvedor, ao projeto ou à companhia
  • Compre um produto Software Livre ou produtos associados
  • Empregue desenvolvedores de Software Livre
  • Contribua com hardware
  • Contribua com banda de internet
  • Faça publicidade em sites de projetos software livre, se os mesmos disponibilizarem espaço para isso;
  • Compre produtos de companhias que colaboram com Software Livre;

5. Contribuição publicitária: se o projeto ganhar popularidade, haverá mais pessoas querendo contribuir;

  • Empacote aplicações para uma distribuição específica ou outro sistema operacional;
  • Convença pessoas a escolherem produtos em software livre sempre que possível;
  • Escreva resenhas
  • Escreva sobre novas maneiras de usar programas Open Source;

6. Contribuição crítica: é uma maneira extra de contribuir, mas talvez a mais importante

  • Expresse sua estima aos desenvolvedores (através de e-mails ou comentários em fóruns);
  • Envie aos programadores cartões postais;
  • Dê ao projeto ou desenvolvedores um presente (alguns possuem listas de presentes para isso);
  • Seja sensato ao relatar erros ou pedir melhorias; desenvolvedores não tem obrigação de fazer isso;

---------------------------------------------

#include

void main ( PedroArthur ) {

printf ("Ta aí galera... Existem muitas formas de contribuir não é?? Agora mãos na massa e software livre na cabeça!!\n\nFalouz!");

return;
}

# gcc -Wall comentario -o putz.out
# ./putz

domingo, outubro 15, 2006

Software Livre sem abandonar o Windows... Não façam isso em CASA!

Bom galera... Encontrei algumas listas de programas e resovi fazer esse dossiê para a galera que quer ser livre mas naum quer abandonar as janelinhas...

OpenOffice.org <- Recomendo! Além das aplicações de processamento de texto, planilha e apresentação, comuns em pacotes de produtividade, OpenOffice.org traz uma aplicação de banco de dados, um programa básico de desenho e gráficos e uma ferramenta para fórmulas matemáticas. É compatível com arquivos criados no proprietário Microsoft Office e suporta também o formato OpenDocument.

Roda em: Linux, Mac OS X e Windows

GIMP <- Recomendo! O GNU Image Manipulation Program (mais conhecido como GIMP) executa funções como retoque de fotos, composição de imagem e autoria. Permite criar logos, redimensionar fotografias, remover porções indesejadas das imagens e salvá-las em diferentes formatos. Também pode criar imagens animadas simples.

Roda em:
Linux, Mac OS X e Windows

Audacity <- Recomendo! Muito utilizado na gravação de podcasts, o Audacity permite gravar e reproduzir sons, editando o áudio por meio de funções às quais estamos acostumados no dia-a-dia: recortar, copiar e colar. Permite mixar múltiplas faixas, adicionar efeitos digitais e remover ruídos, além de alterar a velocidade do som sem distorcê-lo para sincronizar o áudio a vídeos, por exemplo.

Roda em:
Linux, Mac OS X e Windows

CDex
O CDex é um programa que permite converter CDs de música em arquivos de áudio do tipo MP3, WAV, VQF, OGG e APE. A interface do programa monitora correção de distúrbios e indica o progresso de “rippagem”, como é popularmente conhecida a conversão de áudio do CD para arquivos do computador.

Roda em: Windows

VirtualDub
O VirtualDub é uma ferramenta de captura e processamento de vídeo, voltada especialmente a edições lineares. O VirtualDub processa principalmente arquivos AVI, embora seja capaz de ler MPEG-1 e trabalhe com imagens BMP.

Roda em: Windows

Mozilla Calendar
O Mozilla Calendar roda como plug-in sobre o navegador Firefox e o software de e-mail Thunderbird. Permite agendar compromissos e programar alertas, assim como a agenda do Outlook. Para quem prefere uma aplicação que roda sozinha, a Mozilla oferece também o Sunbird, mas seu download é maior e ele não se integra ao e-mail, como o Calendar.

Roda em: Linux, Mac OS X e Windows

Ghostzilla
O Ghostzilla é um prato cheio para quem quer navegar com discrição. O browser roda dentro de janelas de outros aplicativos, com o Microsoft Outlook, e pode ser configurado para não exibir fotos e mostrar o texto em escala cinza. Além disso, ele traz um recurso que faz com que a janela desapareça, quando o cursor é movido para fora dela, facilitando a vida dos espertinhos que querem passear pela web no horário de trabalho. No entanto, próprio site do software alerta: “Não é uma boa idéia: você pode ser demitido”. Outra desvantagem é que o navegador é baseado em uma versão antiga do Mozilla (1.0.1, de novembro de 2002), portanto traz brechas de segurança que foram corrigidas em versões posteriores.

Roda em: Windows

Mozilla Firefox
Menos de 18 meses após seu lançamento oficial, o Mozilla Firefox conseguiu uma façanha: tomar pouco mais de 10% do mercado mundial de navegadores da poderosa Microsoft, com seu onipresente Internet Explorer. O navegador foi responsável por popularizar recursos como a navegação por abas. Nascido do código-fonte do outrora famoso Netscape.

Roda em: Linux, Mac OS X e Windows

SeaMonkey
O SeaMonkey é um pacote de aplicativos para internet tudo-em-um. Reúne browser, cliente de newsgroup, chat IRC, editor de HTML, leitor de e-mails e outra ferramentas para desenvolvedores web.

Roda em: Linux, Mac OS X e Windows

Media Player Classic
O Media Player Classic é uma versão open source bastante similar na interface à antiga versão do Windows Media Player 6.4. É capaz de rodar DVDs e exibir arquivos nos formatos MPEG-1, MPEG-2 e MPEG-4, transformando o PC em um cinema em casa. É bastante leve e suporta legendas AVI.

Roda em: Windows

Mozilla Thunderbird
Concorrente do Microsoft Outlook, o software de correio eletrônico Mozilla Thunderbird traz corretor ortográfico, leitor RSS e filtro para spams embutidos. Se você cansar da sua aparência, pode testar temas diferentes, baixando-os no próprio site da Mozilla.

Roda em: Linux, Mac OS X e Windows

SpamBayes
Além de atormentar os internautas com publicidade não-solicitada, o spam também serve para disseminar ameaças virtuais, como golpes financeiros. O SpamBayes é uma boa solução para barrar esse lixo eletrônico. O programa gratuito adapta-se ao Outlook (versões 2000, 2003 e XP), inserindo botões como "Delete As Spam", além de pastas para onde é enviado o chamado junk e-mail (lixo eletrônico).

Roda em: Windows

Tão ai as dicas... depois não reclamem que não tem alternativas... agora a melhor delas é Linux...

Velha brincadeira Geek:
A caixa dizia: "Micro$oft Windows ou superiror, ai eu instalei Linux!"

Kernel do Linux ganha suporte a Tempo-Real!

Uma tecnologia adicional de tempo real fará parte de arvore principal do KErnel apartida versão 2.6.18, segundo a TymeSys. O suporte a tempo real, que antes precisava ser instalada com patches, foi desenvolvida em sua maior parte pelo desenvolvedor senior Thomas Gleixner.

Gleixner foi o principal autor do subsistema Linux's hrtimer (high-resolution timer), e tem sido um grande contribuidor para o desenvolvimento do patch de Ingo Molnar, real-time preemption. O "changelog" da versão 2.16.18 tem 136 patches feitos por Gleixner e 143 feitos por Molnar (Red Hat).

A nova versão do kernel irá poupar os desenvolvedores individuais de ter que manter kernel de tempo real. Adicionalmente, desenvolvedores de Linux embarcados ou de desktops normais que precisavam ter suporte a tempo real não terão que ficar aplicando patches. VIVA!

Gleixner disse: "Estou honrado de ter simplificado o desenvolvimento de dispositivos embarcados de tempo real ao ter trazido está tecnologia para a arvore principal do kernel".

De acordo com a TymeSys, próximas versões do Kernel estarão mais aptas a oferecer recursos adicionais que só são disponíveis atualmente como patches. A companhia informa que esses parches adicionais estão disponíveis através seu LinuxLink, um serviço on-line para desenvolvedores de sistemas embarcados.

O CEO da TymeSys, Larry Weidman diz: "A inclusão de tecnologias de tempo real no kernel do Linux valida o trabalho da TymeSys nesse campo de atuação. Nosso consumidores poderão estar confiantes que estão num caminho seguro".

Widman adiciona, "Por fazer as extensões de tempo real acessível a todos os clientes do LinuxLink, nos esperamos levar as aplicações de tempo real para maiores audiências".

A TymeSys a muito tempo tem interesse por tempo real no Linux. Após ter adotado modelo de negócios baseados em serviços, a companhia detém o título de única distribuição "Single-Kernel Real-Time". A empresa MontaVista também tem atividade no campo do tempo real, assim como o FSMLabs, LynuxWorks, Red Hat e outras.

Texto Original:
http://www.linuxdevices.com/news/NS9566944929.html

Não sou nenhum especialista em inglês...

Essa é uma ótima noticia pra mim... Estou trabalhando com sistemas de tempo real... E já estou dando um jeito de baixar esse kernel...

endereço pra download: http://www.kernel.org/pub/linux/kernel/v2.6/ linux-2.6.18.tar.gz

Abraço galera...

sábado, outubro 14, 2006

Quem paga a conta do software livre?
por Ricardo Bánffy
Publicado em: 30/07/2006

Outro dia, em uma palestra na Assembléia Legislativa sobre o uso de software livre na administração pública, eu ouvi, pela ducentésima vez, alguém perguntar de onde, afinal, vem o dinheiro para custear o desenvolvimento de tantos programas. Não fiquei surpreso por ouvir a pergunta. Mas fiquei muito surpreso que as primeiras respostas não dessem conta de alguns fatos importantes. Me senti compelido a pedir o microfone à mesa e colocar, eu mesmo, por terra os temores do meu colega.

Esta é uma das perguntas clássicas que pessoas inocentes ou mal-intencionadas adoram fazer. Eu prefiro acreditar que este rapaz (devia ter mais ou menos a minha idade, logo, vou chamá-lo de rapaz) era do primeiro grupo, embora ele estivesse cercado de pessoas que faziam, evidentemente, parte do segundo.

Uma noção errada que muita gente ainda tem é de que software livre é feito nas horas vagas de profissionais que, depois de voltar pra casa do trabalho, fazer jantar, levar o cachorro passear e colocar os filhos para dormir, ainda encontra tempo para escrever software.

Bom... Não quero desmerecer estes heróis, mas eles não estão sozinhos.

Muita gente escreve software livre das 9 às 6. Alguns, inclusive, usam gravata.

Mas que coisa feia... Essas pessoas, sendo pagas por seus empregadores, ficam brincando de fazer software que depois vão dar pros outros?

Não é bem isso.

Para responder esta pergunta, eu vou citar alguns exemplos.

O Produto que Quase Servia

Algum tempo atrás, trabalhando na empresa de um amigo, havia um cliente que tinha a necessidade de autenticar os usuários da sua intranet contra um domínio em um servidor Windows NT. É uma necessidade comum. O cliente, um banco internacional, tinha optado por construir sua intranet com um servidor de aplicações chamado Zope (do qual eu gosto bastante, como evidencia o "powered by" que permeia meu site). Localizamos um componente para o Zope que permitiria fazer exatamente isto (e mais um monte de outros truques que não vêm ao caso agora). Mas havia um problema: No primeiro teste na rede do banco, o componente não funcionou. Examinando o código-fonte dele, descobrimos que ele não funcionaria por motivos relacionados à arquitetura da própria rede do banco (e que não seria, de forma alguma, modificada). Conversamos e decidimos que o caminho mais fácil seria arrumá-lo. Algumas horas depois, conversando com o "dono" do projeto via IRC (ele vive na Austrália), dois de nós se tornaram colaboradores "oficiais" (nossos nomes estão na página do produto). Poucos dias depois, não só o problema da autenticação estava resolvido, como o produto tinha tido melhoras muito expressivas em seu desempenho com a implementação de várias otimizações. E nós nem mesmo precisamos desvendar os becos escuros do Windows por onde é feita a autenticação.

Resumindo: Melhorar um produto de terceiros tornou possível entregar, rapidamente, uma solução que atendia as necessidades do cliente. Como um efeito colateral, outras empresas que criam soluções baseadas em Zope têm uma opção melhor para integrar suas aplicações às redes Windows dos seus clientes. Se ninguém tivesse precisado da funcionalidade, ela não teria sido implementada ou permaneceria minimamente funcional, exatamente como a encontramos. A necessidade, e não as forças do mercado, guiam a evolução do software livre.

Os outros exemplos não são em primeira mão, mas ilustram outras formas de se usar software livre.

Tenho Caixas pra Vender

Lá por 2000, a IBM tomou conhecimento de três coisas. Primeiro: ela não tinha uma solução UNIX muito boa em termos de preço/performance. Isso estava fazendo com que seus concorrentes, entre eles a Sun, levassem seus clientes embora. Segundo: Eles tinham servidores baratos, poderosos, baseados em hardware Intel, que poderiam reverter isso, se, ao menos, a IBM tivesse um sistema operacional UNIX-like para colocar neles. Terceiro: Eles dependiam da Microsoft para fornecer o único sistema operacional disponível para toda a linha de servidores Intel. Isto é, eles dependiam da mesma empresa que era parceira no desenvolvimento do OS/2 e que lançou um produto, o Windows 3, para concorrer justamente com o OS/2. Que Deus o tenha.

Nas palavras da IBM (eu uma vez conversei com um VIP responsável pelos esforços de Linux da IBM - ainda estou procurando o cartão dele), em 2000, o Linux não estava bom o bastante para aplicações críticas. Foi quando eles decidiram que, em vez de portar novamente o AIX para Intel (existiu uma versão dele que rodava nos PS/2 mais parrudos), eles investiriam recursos para tornar o Linux "enterprise-ready". Trocando em miúdos, a IBM achou que o mercado de sistemas operacionais proprietários para PCs estava morto (a Microsoft consome todos os recursos desse "ecossistema") e que não valeria a pena investir num AIX/x86 quando, por menos dinheiro, eles poderiam ajudar a deixar o Linux capaz de atender às demandas dos clientes.

Brigas judiciais à parte (a SCO, ex-Caldera, acha que a IBM roubou código e usou "métodos proprietários" dela para colocar no Linux), a IBM fez várias contribuições de código para o kernel e drivers do Linux em áreas importantes como escrita em discos e suporte a multi-processamento com acesso não-uniforme à memória (que tinha sido desenvolvido por uma empresa que a IBM comprou, a Sequent, especializada em computadores com dúzias de processadores). Também fez e bancou vários estudos sobre como o uso de servidores Intel rodando Linux é economicamente vantajoso em relação ao emprego de máquinas RISC rodando versões proprietárias de UNIX (inclusive os pSeries da própria IBM). Debaixo da mesma bandeira, favoreceu o desenvolvimento de versões do Linux para seus mainframes.

Resumindo: Ao investir (junto com outras empresas) no desenvolvimento do Linux, a IBM conseguiu várias vitórias importantes. Ela agora tem uma linha de servidores Linux de baixo custo competindo com enormes vantagens com soluções RISC dos seus concorrentes e mesmo com servidores baseados em Windows. A IBM é o único produtor de mainframes reportando crescimento das vendas no segmento, com empresas consolidando dezenas de servidores menores em um único equipamento. Como um efeito colateral disso, o kernel do Linux deu um salto impressionante de qualidade. Onde, anos atrás, eu teria que instalar um Windows, eu hoje posso usar um sistema operacional moderno e modular, que usa um kernel firme como uma rocha (minha máquina de desenvolvimento detém o meu recorde doméstico de 61 dias sem um boot - quebrado não por um crash, mas por uma falta de energia), com discos que não perdem dados quando a energia falha (graças ao journal), com excelente suporte a máquinas com mais de um processador (que, infelizmente, não é meu caso) e que não serve como meio de cultura para pragas digitais como o Blaster ou Slammer. E ela ainda encontra tempo para registrar pelo menos umas 30 tentativas de contágio por worms a cada dia.

Uma Caixa Nova

Na mesma linha de raciocínio, Intel e HP perceberam que lançar o processador Itanium no mercado sem um suporte expressivo de software aplicativo seria suicídio. Em vez de pedir gentilmente à Microsoft (na verdade, eles gastaram bastante dinheiro mandando programadores deles para ficarem dentro da Microsoft ajudando no trabalho) que portasse o Windows para o Itanium (lição de história: a falta de aplicativos e de suporte do Windows foi o último prego no caixão dos processadores MIPS, PowerPC (em PC-likes) e Alpha) e rezar para que ele estivesse pronto ao mesmo tempo em que o processador fosse lançado, a HP decidiu apostar em mais 2 cavalos extras. Um deles, o port do HP/UX (o UNIX proprietário da HP) para o Itanium e, em outra, no port do Linux para o processador. Com um processador de 64 bits no mercado há algum tempo, a HP hoje pode vender suas soluções com uma escolha maior de sistemas operacionais em vários mercados que não estariam acessíveis não fosse essa decisão. Hoje a HP vende os equipamentos HP/UX sobre Itanium aos seus clientes HP/UX tradicionais, vende máquinas Itanium rodando Windows para seus clientes Windows e vende máquinas Itanium rodando Linux para os clientes que preferem Linux. E, claro, vendem máquinas Intel também.

Debaixo do Chão

Outro caso bem interessante é o do Metrô de São Paulo. O Metrô já tinha trocado um sistema de e-mail corporativo baseado em mainframe por um construído com software livre quando decidiu economizar dinheiro usando StarOffice (naquela época a Sun não cobrava por ele) em vez do Microsoft Office. Eles tinham dois problemas: O primeiro deles era que não existia documentação, material didático ou tutoriais em português para o produto. Para resolver isto, o Metrô contratou uma empresa para ajudar na preparação da documentação e dos treinamentos. O segundo problema era o do idioma: Existia uma versão do StarOffice/OpenOffice em português, mas era o português de Portugal. A solução, no entanto, não veio do Metrô. Um engenheiro químico de Rondonópolis, Cláudio Ferreira Filho, decidiu coordenar a tradução do OpenOffice, que acabou, inclusive, sendo concluida antes que a Sun conseguisse lançar o StarOffice 6 em português. No final das contas, mesmo investindo dinheiro para modificar e complementar uma oferta existente, a economia feita em licenças não compradas de MS Office mais do que cobriu os investimentos no produto livre. Pode não ser muito vantajoso se você tem um escritório com 5 pessoas, mas para eles, com mais de 1000 desktops por toda a companhia, a decisão foi acertadíssima.

E o resto, de onde vem tudo isso?

Você pode imaginar que, sem uma estrutura de investimentos pesada, nenhum produto de software tem condições de se desenvolver. Todos os exemplos que eu citei envolvem empresas enormes.

Nós vimos o passo de lesma com que o software tem evoluido nos últimos 30 anos. Janelas, mouse, display bit-mapped e letras pretas em fundo branco foram transformados na GUI moderna que ainda nos serve, no centro de pesquisas de Palo Alto, da Xerox, no meio da década de 70. Hoje eu tenho mais cores e mais botões no mouse. E não muito mais do que isso. Meu micro desktop continua travando de vez em quando. Em semanas eu devo reformatar a máquina e deixá-la limpa outra vez - com seis meses na minha mão, qualquer Windows precisa ser reinstalado do zero.

O que o software livre tem que o software proprietário não tem e que pode resolver isso?

Na verdade é o contrário. O software livre não tem uma coisa.

Duplicação de esforços

Quando uma empresa de software proprietário desenvolve, digamos, um editor de textos, ela guarda segredo sobre tudo o que descobriu no processo. Seja um algoritmo novo, seja uma forma de otimizar código, seja uma modificação feita no sistema operacional para que o programa se inicie mais rápido, ou uma que faça seus concorrentes rodarem mais devagar. Essas coisas são as jóias da coroa de uma empresa de software tradicional. São guardadas a sete chaves.

Quando uma segunda empresa quiser escrever, digamos, um editor de textos, vai ter que redescobrir algoritmos de hifenação, formatação, projetar estruturas de dados que comportem as informações necessárias e vai, com toda possibilidade, repetir vários erros pelos quais a primeira empresa já passou. Eventualmente chegará em uma forma totalmente diferente e secreta de armazenar os textos no disco. E talvez tenha que inventar um jeito de ler os textos que o primeiro programa salvou. Terão que investir tempo em conviver com o inimigo.

O mesmo para a terceira, a quarta e todas as outras. Nenhuma avisará as que a seguem de onde estão os buracos. Algumas nem sairão deles.

O desenvolvimento de software livre é eficiente exatamente por isso. Ele não precisa ser mais eficiente do que os processos internos das empresas de software proprietário, porque o mercado que elas geram, como um todo, é grotescamente ineficiente, um festival de rodas re-inventadas. Eu não repito seus erros. Os outros não precisam repetir os meus. Eu não preciso reinventar a roda - posso escolher uma de várias. Posso precisar pegar essa roda e acrescentar algo a ela. E todos nós teremos um novo tipo de roda. Se eu faço algo estúpido, você vem e me corrige. Eu aprendo. E depois posso ensinar alguém. Todos ganhamos.

Software livre é imune a outros vícios também.

Não há pressão por datas: eu não preciso liberar uma versão do meu capturador de tiras do Dilbert todo ano. A versão atual tem um ano desde sua última modificação e ainda funciona perfeitamente. Enquanto eu não precisar que ela faça nada de diferente, ela fica como está. Não vamos desperdiçar recursos com isso.

Há uma enorme pressão para se fazer as coisas direito: Como todo o código é aberto, se você escrever código porco, alguém vai chamá-lo de porco. Em público. Decisões estruturais costumam ser debatidas e validadas pela comunidade de desenvolvedores e usuários. Em último caso, se alguém acreditar mesmo que aquele não é o caminho certo, pode "fazer um fork", isto é, pegar o código e tudo o que foi desenvolvido até aquele ponto e começar um novo projeto que seguirá, a partir dali, caminhos independentes do primeiro.

Não há a pressão por recursos desnecessários: Todos os sinos e apitos estão lá porque alguém precisava deles (ou, no mínimo, queria muito e conseguiu convencer bastante gente). Não porque alguém achava que eles iriam ajudar a vender este produto ou, muito pior, fazer com que você precisasse de outro produto.

Mas afinal, quem paga?

A resposta é simples e, para muitos, chocante:

Software livre não é de graça.

Vou repetir:

Software livre não é de graça.

Eu pago (em meu tempo, quando faço eu mesmo, em dinheiro, quando alguém faz por mim), quando corrijo um erro na documentação, quando extendo alguma funcionalidade ou quando porto alguma coisa para uma plataforma nova. Pago em divulgação, quando peço para um aluno usar o Eclipse em vez do Borland J-Builder que ele comprou no camelô da porta da faculdade, ou ainda quando escrevo estes artigos. Você paga do mesmo jeito. Ou paga escrevendo um manual, ou preenchendo um bug-report, ou arrumando uma página para que usuários do Konqueror ou Mozilla consigam vê-la. Montes de graduandos de Ciência da Computação pagam, expandindo e criando software livre. Meus clientes pagam quando me contratam para construir alguma coisa usando software livre. No final das contas, continuamos pagando pelo software.

Isso é importante: Quando você paga, você paga pelo software. Você vira dono dele. Em vez de pagar caro (ou não) apenas pelo direito de usar uma cópia de uma coisa que continua pertencendo a outra pessoa. E ai de você se esquecer que aquilo nunca foi seu.

Pela primeira vez na história, o software é seu, de verdade. Você pode levar pra casa tudo, mas tudo mesmo, o que comprou.

Adendo Interessante

Tive a curiosidade de olhar o ChangeLog (um arquivo que "narra" as alterações aplicadas a um determinado produto) do kernel 2.6.10-rc3 (a próxima versão do kernel Linux 2.6) e achei uns números interessantes quando contei os e-mails de quem contribuiu com essa última versão (feito possível em um tempo razoável graças aos utilitários grep e wc desenvolvidos pela Free Software Foundation como parte do pacote GNU): Olhando a história que o changelog conta, vemos que a IBM tem pelo menos 10 pessoas que colaboram com o desenvolvimento, que a Suse/Novell e a HP (que não desistiu do Itanic) têm 9 pessoas cada uma, que a Silicon Graphics (que faz alguns dos computadores mais poderosos do mundo) tem 4 pessoas que fizeram algo nessa última versão e que a Toshiba, que faz uns notebooks que funcionam muito bem com Linux, tem pelo menos uma pessoa lá ralando pra isso. Junto destes, incontáveis voluntários e funcionários de outras empresas que eu não tive curiosidade de olhar. Isso mostra que, mesmo em uma pequena amostra da atividade (esse changelog apenas cobre um point-release de um único produto, o kernel Linux - que é apenas o miolo do sistema operacional) vemos a marca de empresas interessadas em fazer com que o Linux continue sendo uma excelente alternativa aos sistemas operacionais proprietários do mercado.

sexta-feira, outubro 13, 2006

Software livre não é tudo igual
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!

O termo software livre pode dar a impressão de que se pode fazer o que quiser com esse tipo de programa, mas não é bem assim que funciona na prática.

O termo software livre pode dar a falsa impressão de que se pode fazer o que quiser com os programas desenvolvidos neste modelo. Mas não é exatamente assim que funciona na prática.

Há uma série de modalidades de licenças de software livre, que determinam quais são os termos de uso para cada programa. O desenvolver pode escolher entre as diversas modalidades de licenças que já existem ou mesmo criar sua própria licença.

De uma forma geral, um software livre é aquele que pode ser usado, copiado, distribuído e modificado por qualquer pessoa, mediante pagamento ou não.

Para isso, quem desenvolve deve permitir que o usuário acesse o código fonte, que é como o DNA do programa. As informações ali contidas possibilitam ao programador manter as características que considera interessantes, remover as que não interessam e fazer melhorias no software.

O que diferencia cada modalidade de licenciamento é justamente o que o programador deve fazer depois que acessou essas informações.

Alguns tipos de licença – como o GNU GPL (General Public License) , uma das modalidades mais utilizadas – determinam que, quando o programador faz alguma alteração no programa ele deve revelar o código fonte da nova versão do software.

“Para o usuário pode ser vantajoso, à medida que ele não fica preso a um único fornecedor. Qualquer outro desenvolvedor poderá fazer correções e adaptações necessárias ao programa, se por acaso ele tiver problemas com o programador inicial”, defende Arnaldo Carvalho de Melo, consultor sênior da Mandriva Conectiva.

Contudo, nem sempre é vantajoso abrir as mudanças para qualquer um. “Pode ser um problema para uma empresa que adiciona uma característica específica no sistema, voltada ao seu negócio, ter que revelar esse recurso aos concorrentes”, explica Stefan Victor Wieczorek, diretor da Revera Linux Services.

Pelo GPL, uma empresa que utiliza como base um software livre não pode adaptar o programa e fechar o acesso ao código fonte do novo programa desenvolvido, porém outras licenças permitem fazer isso.

É o caso da BSD (Berkley Software Distribuition) , que permite que programas originários de softwares livres sejam distribuídos como proprietários. O autor do software pode inclusive comercializar a nova versão do programa, cobrando pelo uso.

A própria GPL possui uma versão que garante maior flexibilidade ao usuário, LGPL (Lesser ou Library General Public License) . Essa variação da licença permite ao programador criar aplicações proprietárias utilizando bibliotecas de código livre.

Como escolher sua licença

Para o desenvolvedor, a escolha da melhor modalidade de licença para oferecer seu software deve levar em conta os seus objetivos de negócios.

O programador pode abrir apenas uma parte do código, por exemplo, para receber dicas de melhorias e avançar no desenvolvimento, preservando certos componentes estratégicos para oferecer apenas comercialmente.

“Para uma empresa que quer promover avanços no seu produto, mas não tem recursos para investir em desenvolvimento, essa pode ser uma alternativa bastante interessante”, afirma Wieczorek.

No site da Open Source Initiave (http://www.opensource.org/license) , é possível encontrar dezenas de licenças validadas pela organização. Antes de escolher seu modelo, o desenvolvedor deve estudar atentamente os termos de cada licença já disponível.

Se nenhum deles se aplicar à sua necessidade, no próprio site há instruções sobre como criar e submeter uma nova licença de software livre para validação.

Conheça alguns dos tipos mais utilizados


GPL (General Public License) – Essa modalidade de licença garante ao usuário do software quatro liberdades: utilizar o programa para qualquer finalidade; estudar como ele funciona e modificá-lo; redistribuir cópias; fazer melhorias no programa e divulgar as melhorias para o público (liberar o acesso ao código fonte).

A GPL possui um mecanismo conhecido como copyleft (o oposto de copyright, ou direto autoral) que exige que qualquer programa desenvolvido a partir de um software livre também deve ser licenciado em GPL, garantindo a abertura do código fonte.

Segundo algumas pesquisas, a GPL é a licença mais usada para software livre e, em abril de 2004, respondia por 75% dos projetos registrados no repositório Freshmeat e 68% dos registrados no SourceForge (duas das principais fontes de software livre no mundo).

LGPL (Library ou Lesser General Public License) – É uma variação da GPL que permite ao desenvolvedor usar bibliotecas livres (onde estão disponíveis códigos prontos que podem ser utilizados para facilitar a criação de um novo programa) em um software proprietário, sem ter que abrir o código da sua própria aplicação. Na prática, esse tipo de licença permite que o programador aproveite códigos livres para criar um programa fechado.

BSD (Berkeley Software Distribution) – Criado na Universidade da Califórnia, Berkley, esse modelo de licença é utilizado em muitos programas, inclusive uma versão do Unix e o próprio BSD Software, que deu origem à licença. Tem menos restrições do que a GPL e está bastante próxima do conceito de domínio público.

MPL (Mozilla Public License) – Considerado liberal em termos de copyleft, esse modelo foi adotado por empresas e adaptado por outras para criar suas próprias licenças, caso da Sun Microsystems, que a usou como base para criar a Common Development and Distribution License para o sistema operacional OpenSolaris.

Determina que códigos copiados ou modificados sob os termos da MPL devem permanecer sob a MPL. No entanto, podem ser combinados em um software proprietário. Por exemplo, Netscape 6 e 7 são versões proprietárias dos lançamentos correspondentes da Mozilla Suite.

MIT (Massachusetts Institute of Technology) License – Originária do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, assegura a permissão, sem custo, de que qualquer pessoa obtenha o software bem como seu código fonte, sem limites de uso, cópia, modificações, junções, publicações, distribuições e/ou venda de cópias do produto, garantindo os mesmos direitos a quem o adquire.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Eae galera... meu primeiro post...
bom o titulo lslivre significa LinuxeSoftwareLIVRE... vou tentar tratar de todos os temas nesse blog... Tanto temas tecnicos quanto temas filosoficos...

pra começar, uns esclarecimentos básicos sobre SL:

1) O que é software livre?
Softwares livres são programas de computador que garantem a seus usuários o acesso ao código-fonte do software e a possibilidade de modificá-lo sem a necessidade de pedir permissão para o autor do software. Podemos comparar um software livre a um carro. Você pode ver o motor do seu carro e, se tiver conhecimento, até mesmo consertá-lo caso apareça algum problema. Não precisa necessariamente depender de um mecânico e nem da autorização do fabricante do automóvel para isso.
2) Ele é gratuito?
Na maior parte dos casos sim. Mas, nada impede que um software seja livre e pago ao mesmo tempo. Fica a cargo do desenvolvedor decidir o valor do software. Porém, o usuário terá sempre o direito de estudar e modificar o código-fonte de um software livre.

3) Quem é que dá suporte a ele?
Empresas distribuidoras de software livre fornecem suporte pago aos seus clientes. Além disso, existe uma comunidade muito grande de usuários de software livre que trocam experiências e dicas na internet através de websites, fóruns, listas de discussão e outros meios.

4) Quem faz as atualizações e correções?
As atualizações e correções dos softwares são realizadas por empresas ou por voluntários espalhados no mundo todo. Uma vantagem que o modelo de software livre proporciona ao disponibilizar o código-fonte para quem quiser vê-lo ou alterá-lo, é o fato de existir centenas de programadores trabalhando diariamente em projetos livres. Isto possibilita a correção de falhas de segurança, por exemplo, em um período muito menor do que o oferecido por empresas de software proprietário.

5) É difícil de usar?
Isto vai depender da afinidade do usuário com computadores. Podemos considerar que ele terá as mesmas dificuldades de aprendizado que teve com qualquer outro software que utilize hoje. Existem softwares livres mais complicados de se aprender e outros mais fáceis. Mas boa parte deste aprendizado vai depender do esforço e dedicação do usuário.

6) Onde é possível encontrá-lo?
O SourceForge e o Freshmeat são ótimos pontos de partida para procurar por softwares livres. Apenas note que existem projetos nestes sites lançados sob as mais diversas licenças, incluindo alguns proprietários. Os desenvolvedores brasileiros também costumam hospedar os seus projetos no Código Livre, um repositório nacional de software livre.

7) O que é kernel e código-fonte?
Todo computador possui um sistema operacional, um software que faz a interface entre os aplicativos e o hardware da máquina. Os sistemas operacionais mais conhecidos são o Windows, Linux e Mac OS. O kernel é o núcleo do sistema operacional. É nele que são definidas funções como operações de periféricos (mouse, por exemplo), gerenciamento de memória e outras. Código-fonte é um arquivo de texto contendo instruções escritas em uma linguagem de programação. Seu objetivo é descrever ao computador como deverá se comportar o software que um desenvolvedor deseja construir.

As perguntas foram respondidas por Felipe Arruda, que cursa Especialização em Software Livre na Universidade Federal do Paraná, foi editor da Revista do Linux e atualmente é responsável pela linha de treinamento e documentação da Mandriva Conectiva.



Uma foto minha... pra poder colocar no perfil... Isso é eu com um cachimbo que um velhinho vende lá no mercado de Natal! Até o proximo post... agora to indo tomar banho pra ir prum niver...
Como já dizia o grande filosofo: "Nem só de redes, computadores e internet viverá o homem"!

hehehe